sexta-feira, 28 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
a irmã de sandrine

Vi um filme esse domingo que me deixou ... , nem sei como me deixou. Ela se chama Sabine é o nome da película e foi dirigido pela irmã de Sabine, Sandrine. É uma declaração de amor, denúncia, dor, e não há redenção, aquele estado de satisfação ingênua no final. Há algumas inconsistências, a meu ver. Parece que faltam peças para entender um pouco mais claramente o que aconteceu no hospital psiquiátrico onde Sabine foi internada por 5 anos. O papel da mãe e das irmãs quando o autismo de Sabine tomou dimensões mais dramáticas, ou a trajetória da doença até à internação ficam difusos. O pai sequer é mencionado no filme, talvez a pedido do próprio? Apesar dessas lacunas, o filme é contudente, rasga a carne e deixa as feridas abertas, que talvez sejam nossas também.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
saudade
Li no twitter que a Mesbla se prepara para retornar, é isso mesmo?
Sede da Mestre & Blatge, firma francesa precursora da Mesbla (1912) http://pt.wikipedia.org/wiki/Mesbla
domingo, 19 de julho de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
amor feinho
A última edição da Flip aconteceu há duas semanas e por conta disso me lembrei de quando lá estive há 3 anos. Um acontecimento inesquecível, um encontro mágico. Andando pela praça principal da cidade pela manhã passei por uma quadra de esportes onde duas pessoas falavam sobre literatura infantil. Audiência pequena e um pouco dispersa, ao contrário do que acontece na tenda; porém, uma das palestrantes era Adélia Prado. E aí fui capturada pela fala mansa da avó Adélia que falava sem pompa ou didatismo sobre literatura infantil.
Aí vai um poema e um pedaço de outro que li ontem:
Toada
Cantiga triste, pode com ela
é quem não perdeu a alegria.
Amor feinho (só parte dele)
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é uma mulher.
Amor feinho não tem ilusão ,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.
Adélia Prado em Bagagem
Aí vai um poema e um pedaço de outro que li ontem:
Toada
Cantiga triste, pode com ela
é quem não perdeu a alegria.
Amor feinho (só parte dele)
Amor feinho é bom porque não fica velho.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:
eu sou homem você é uma mulher.
Amor feinho não tem ilusão ,
o que ele tem é esperança:
eu quero amor feinho.
Adélia Prado em Bagagem
sábado, 11 de julho de 2009
minha língua minha pátria

Queria muito ver Budapeste, e o fiz há duas semanas. Quando me perguntam se gostei, quase sempre respondo que fui ao cinema com muita vontade de gostar do filme. Não sei porque digo isso, acho que para justificar que não o curti tanto quanto imaginei antes de vê-lo. 'Não vi e já gostei' originou-se talvez do 'trailer' instigante, e também do fato da história ser baseada em um romance de Chico Buarque, que deixou de ser uma pessoa de carne e osso há muito. Além disso, tem Leonardo Medeiros que vi atuar em Cabra-cega e Budapeste, uma cidade partida pelo Danúbio e também em seu próprio nome.
Aprender uma língua é também aprender tudo que vem antes e depois dela, por isso acredito que seremos sempre estrangeiros falando uma língua estranha e continuaremos forasteiros de nós mesmos. O filme para mim é permeado por este tema e é quando mais gosto dele. Do que não gosto tanto, não quero falar, importa menos que a Budapeste amarela desvendando-se pra gente.
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